Lua Negra

Também chamada Lilith, é um ponto fictício na trajetória orbital da Lua ao redor da Terra; mais praticamente, trata-se do segundo foco da órbita lunar (o outro foco é a Terra), cuja posição é sensivelmente a mesma do apogeu lunar (ponto em que a Lua está mais afastada da Terra). Esse ponto não é fixo, desloca-se aproximadamente 40o por ano. A Lua Negra é um ponto altamente metafísico em um mapa astral. É de interesse principal para aqueles que buscam uma dimensão esotérica em Astrologia. Simboliza o oculto, o inconsciente, a parte que as pessoas não reconhecem facilmente nelas, a “sombra” no sentido junguiano do termo. Onde a Lua Negra se encontra é um polo de lucidez absoluta, de luz, tão ofuscante, tão intensa, que se pode querer recusar vê-la. Em seus aspectos dissonantes indicará um corte, uma falta, uma recusa, um vazio, e sempre representará no mapa astral de uma pessoa influenciada por ela alguma coisa incômoda e fascinante para os outros. (AUBIER, 1992, p. 256).

13/09/2012

Da Lua _ Sol _ Terra



Da Lua _ Sol _ Terra

Nodos Lunares* Eclipses* Fases* Lua Negra*


Imagem by Ferenc Pinter
Sou fascinada por este astro, nosso único satélite natural, que apesar de sua inconstância é o responsável pelo equilíbrio e proteção da Vida na Terra. Estou falando da linda e louca Lua.
A importância lunar na carta de nascimento é fundamental, sendo ela o par do Sol e a contraparte de Saturno. Além disso, seu movimento gera pontos de importância vital nas análises, pelo menos assim eu considero. A interpretação dos Nodos e Lilith ou Lua Negra revelam sempre forte influencia e orientação pedida pelo mapa.
Após muitas pesquisas em sites e fóruns de Astrologia não consegui as respostas para certas dúvidas, principalmente sobre os Nodos e o porquê deste às vezes ficar em movimento direto. A Astronomia me deu a resposta e quero compartilhar com vocês.
Conhecer a Astronomia lunar é trazer mais luz para sua tão misteriosa e peculiar atividade no céu.

Dos movimentos lunares
A órbita lunar é uma eclíptica de acordo com as leis de Kepler, na qual ela percorre o entorno da Terra num prazo de 28 dias. Este movimento se chama revolução sideral. O perigeu é o ponto da elipse mais próximo da Terra e o apogeu o mais afastado. Para avaliar a duração do trajeto lunar se usa o tempo gasto entre duas passagens da Lua perto de uma mesma estrela como base. Este valor é o mesmo cálculo do período de rotação sideral. Enquanto a Lua faz uma volta em torno da Terra, ela gira uma vez também em torno do seu eixo. Esta perfeita coordenação entre rotação e revolução faria com que ela mostrasse sempre apenas uma face, não fossem os efeitos de libração, movimento regular bamboleante em torno de seu eixo, permitindo assim ser vista da Terra 60% de sua superfície. Mas a Lua guarda surpresas e não obedece este jogo sempre, sendo sua órbita denominada “perturbada” pelos astrônomos. Seu trajeto não obedece a linha da eclíptica, inclinando-se uma média de 5° ora para cima ora para baixo, cruzando-a em dois pontos -> os Nodos ascendente e descendente ou Nodo Norte e Nodo Sul.
Isto também explica porque não ocorrem Eclipses solares e lunares todos os meses, pois para ocorrer um eclipse é preciso haver conjunção com os Nodos. E o lugar dos Nodos nunca é constante.Efetivamente, a hora onde a Lua, depois de ter passado pelos Nodos se reaproxima da eclíptica, ela a cruza num lugar anterior ao da última volta, por isto os Nodos tem movimento retrógrado sempre, ou seja, seu movimento é inverso ao movimento lunar.
Quando a Lua no seu inconstante trajeto não consegue cruzar a elipse fechando-a é quando vemos nas efemérides que os Nodos estão em movimento direto! Acredito que um mapa natal com os Nodos em movimento direto deva ter sua análise diferenciada quanto ao propósito dos Nodos, assim como da Lua também, sendo talvez alguém liberado das condições dos ciclos passados herdados da família e sociedade. Esta Lua teria um caráter uraniano. Lembrando que o True Node é o único à considerar o movimento direto, o Nodo Médio está sempre retrógrado.
Enquanto a Lua faz uma revolução sideral, a Terra percorre 27° de sua órbita. O momento onde a Lua começa um novo período de sua viagem em volta da Terra, onde ela fica na mesma relação aos astros e planetas como no início do trajeto precedente, a orientação terrestre em relação ao Sol é modificada e com isto a da Lua também. Assim o ângulo da superfície lunar iluminada não é mais o mesmo de +/- 28 dias atrás, pois para reencontrar o mesmo ângulo em relação ao Sol, quer dizer, a mesma fase lunar, a Lua deve andar mais dois dias. O intervalo entre duas fases lunares iguais, por ex. duas Luas Novas, ou onde a luz solar ilumina a mesma parte da superfície lunar, é o que chamamos de Lunação. O mesmo fenômeno toca as relações entre a lua e um ponto fixo sobre a Terra, por ex. o Ponto Vernal, no norte o Equinócio da Primavera em 21 de março.
Enquanto a Terra gira em torno do Sol e vai mudando de posição em relação a ele, a Lua modifica ao mesmo tempo sua relação às outras estrelas. Assim que a Lua termina uma de suas viagens em torno da Terra e reencontra a mesma posição em relação aos astros de sua revolução precedente, sua orientação face a Terra evolui ligeiramente, sendo a revolução tropical mais curta que a sideral, +/- 27 dias. Mas a Lua ainda sofre outras mudanças. Sob a influência do “efeito maré”, esta diminui ao fio do tempo e tem como consequência a aceleração da marcha lunar. Por causa dessas mudanças de velocidades relativas a Lua se afasta gradualmente da Terra +/- 2 metros a cada século.
Segundo Kepler, uma órbita elíptica guarda sua forma bem definida, mas no caso da Lua, a elipse é constantemente modificada. As chaves deste fenômeno são conhecidas pela lei de gravitação universal, formulada por Isaac Newton. Segundo ele a força da maré, que exerce um corpo sobre outro depende de um lado das massas dos objetos em questão e da distância entre um e outro. Ora, a Lua não está somente sob a força de atração da Terra, mas também do Sol. Enquanto ela se mantém longe do Sol, a força da maré terrestre exerce importante influencia sobre a Lua. Mas a medida que ela se aproxima do Sol, a Lua se afasta do império terrestre. Assim a influência do Sol é mais forte na Lua Nova, quando ela fica entre a Terra e ele, do que na Lua Cheia, fase na qual o Sol se esconde atrás da Terra. Ora, a cada vez que a Lua muda de fase, sua órbita se modifica, ficando mais redonda ou oval. Desta maneira há uma excentricidade da elipse, e a mais elevada, quer dizer, a mais plana é atingida assim que a Lua atinge seu apogeu, e ao mesmo tempo o grande eixo da órbita aponta em direção ao Sol. Para que o apogeu reencontre sua posição anterior em relação aos astros deve esperar o prazo de +/- 9 anos, e isto é Lilith, a Lua Negra, e seu retorno no mapa natal. A longa gestação de nossa Lua...
Esta mudança de forma perturba a Lua ao ponto do fenômeno de evecção, período de irregularidade de movimento é engendrado > a Lua freia ou acelera 02h20 durante 31 dias sua viagem. Quanto mais próxima da Terra, seu perigeu, mais ela acelera.
Tycho Brache, observador do século XVI, descobriu uma singularidade parecida, igualmente devida a influência de duas forças de maré contraditórias, a variação. Ele viu que entre a Lua Nova e a Lua Cheia, ela se move +/- lentamente, até chegar a uma diferença de 72 minutos.
Todos seus números acabam sempre na soma 9. É como se ela nos dissesse para não levarmos muito a sério os problemas e dificuldades, pois tudo acaba encontrando seu termo, seu fim e reinício, mesmo quando não entendemos os porquês e tudo é mistério e sombras, e apesar de todas as “perturbações”, a relação Sol, Terra, Lua, é condição de permanência e fecundidade, se dermos um pouco de espaço para a magia e fantasias...

Pesquisa astronômica > Anaconda-??,1998/99