Lua Negra

Também chamada Lilith, é um ponto fictício na trajetória orbital da Lua ao redor da Terra; mais praticamente, trata-se do segundo foco da órbita lunar (o outro foco é a Terra), cuja posição é sensivelmente a mesma do apogeu lunar (ponto em que a Lua está mais afastada da Terra). Esse ponto não é fixo, desloca-se aproximadamente 40o por ano. A Lua Negra é um ponto altamente metafísico em um mapa astral. É de interesse principal para aqueles que buscam uma dimensão esotérica em Astrologia. Simboliza o oculto, o inconsciente, a parte que as pessoas não reconhecem facilmente nelas, a “sombra” no sentido junguiano do termo. Onde a Lua Negra se encontra é um polo de lucidez absoluta, de luz, tão ofuscante, tão intensa, que se pode querer recusar vê-la. Em seus aspectos dissonantes indicará um corte, uma falta, uma recusa, um vazio, e sempre representará no mapa astral de uma pessoa influenciada por ela alguma coisa incômoda e fascinante para os outros. (AUBIER, 1992, p. 256).

04/09/2012

Aliento de Vida.
Massiera Marie Paule Sollette

O mito de Lilith - A Lua negra



Maria Rosa Cigana
Lilith é conhecida como um demônio feminino da noite com origem na antiga Mesopotâmia. Era associada ao vento e, pensava-se, por isso, que ela era portadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte, algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo.
A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.C.
Lilith é também referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem  ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa, vindo a tornar-se a mãe dos demônios. De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusou-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal.
Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo em que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos a assimilam a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas. No fictício Livro de Nod, é também conhecida como Deusa da Lua, aquela que ensina Caim habilidades  vampirescas, a que é tão antiga quanto o próprio Deus criador do céu e da terra.

03/09/2012

LILITH


Rubens Francisco Lucchetti

Conta-se que Deus criou o homem à sua imagem no sexto dia e deu a ele poder sobre tudo o que havia na face da terra. Mas, então, Eva não existia.
Deus ordenou a Adão que desse nome a todos os seres vivos. Enquanto eles passavam aos pares – macho e fêmea – diante dele, Adão ficou com inveja e lamentou:
– Toda criatura viva tem seu par, exceto eu – e pediu a Deus que remediasse essa injustiça.
Então, Deus criou Lilith, a primeira mulher, da mesma forma como havia criado Adão. Entretanto, usou lama e sedimento, ao invés de pó puro.
Temperamental e independente, noturna e demoníaca, Lilith encarnava a própria lascívia em pessoa; e de sua união com Adão surgiram Asmodeus e inúmeros demônios.
Dominada pela luxúria e pelos desejos mais obscuros, Lilith jamais deu paz ou felicidade a Adão e, por fim, abandonou-o. Anjos foram mandados à sua procura e encontraram-na à margem do Mar Vermelho, convivendo com demônios lascivos.
– Volte para Adão sem demora – ordenaram os anjos.
– Como posso eu voltar para Adão e viver a vida de uma honesta dona de casa, após viver à margem do Mar Vermelho? – Ela respondeu.
Rubens Francisco Lucchetti é ficcionista e roteirista de Cinema e Quadrinhos
Este texto foi transcrito do livro (inédito) Sagradas e Profanas 

02/09/2012

Lua Negra (Lua Nova)



Lilith, também conhecida como Lua Negra (Lua Nova), é um ponto astronômico correspondente ao grau do apogeu da órbita lunar projetado na eclíptica zodiacal. O interesse por esse símbolo e suas eventuais interpretações astrológicas tem relação com os movimentos contemporâneos da libertação feminina, bem como as propostas de uma maior colaboração psicológica da interação masculino/feminino no indivíduo, com o processo terapêutico.
Os estudos que tem sido realizados por diversos astrólogos mostram a pertinência e a coerência entre o ponto onde a Lilith se localiza no mapa natal e a manifestação cada vez mais evidente nas pessoas dos significados desse símbolo. O modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico e cristão baseia-se no mito de Eva, a mulher feita a partir de um fragmento do “primeiro ego”: Adão.
Os conteúdos psíquicos simbolizados pela Lilith são muitas vezes interpretados como a raiz da libido. Outras vezes são percebidos como geradores de poderes paranormais, inclinação para a bruxaria, mediunidade, etc. De qualquer forma, tudo o que se diga sobre a Lilith pode ser tão falso quanto verdadeiro, pois não passa de conjecturas (mesmo que baseadas em observação empírica) sobre uma potencialidade simbólica e ainda inconsciente.
Partindo de diversos estudos realizados, particularmente por astrólogos franceses, e no Brasil, pelo professor Zeferino Pina Costa, astrólogo reconhecido pela seriedade e profundidade de suas pesquisas, além da contribuição de observações, palpites, opiniões e intuições de diversos astrólogos e estudantes que se interessam pelo tema, pode-se tentar compor um painel inicial das possibilidades interpretativas deste símbolo no mapa astrológico.
As observações a respeito da Lilith no próprio horóscopo devem necessariamente levar em consideração todas as outras configurações planetárias. É importante não tratar com leviandade elementos simbólicos de conteúdos psíquicos profundos, procurando dentro do possível traduzi-los e compreende-los dentro da dinâmica existencial representada pela totalidade do mapa natal.
De acordo com as diversas fontes citadas, a Lilith poderia corresponder na carta astrológica aos seguintes elementos:


Çeşitli Ressamlardan

Lua Negra



Lilith - the Dark Moon - Astrodienst
A Lilith, ou Lua Negra, utilizada atualmente não é um satélite da Terra, mas sim o apogeu lunar, como foi proposto (ou relembrado) por Don Néroman, na época em que Plutão foi descoberto.
Don Néroman é o pseudônimo do astrólogo francês Maurice Rougié, engenheiro de minas, que fundou o Collège Astrologique de France em 1933. Autor de mais de vinte livros, Neroman considerou que o sistema fundamental Sol-Terra-Lua, além dos corpos celestes, envolve elementos orbitais importantes em termos astrológicos: o foco vazio da órbita lunar (o apogeu lunar), que, segundo ele, os Antigos chamavam de Lua Negra ou de Lilith; e o eixo dos nodos lunares, que os Antigos chamavam de Dragão. O primeiro, do sistema Terra-Lua, e o segundo, do sistema Lua-Sol, sendo Lilith uma antena passiva e o Dragão uma antena ativa - ambos atuando fortemente em todos os seres vivos.
A órbita lunar é uma elipse que tem um dos focos no centro da Terra; a longitude do foco vazio dessa elipse, que coincide com o apogeu lunar verdadeiro, é a Lua Negra ou Lilith, conforme esse conceito de Néroman.
 
Devido a Plutão e Lilith terem sido descobertos na mesma época, devem ter qualidades astrológicas próximas - de forma que Lilith pode ser uma espécie de contraparte feminina de Plutão. Por ser o foco vazio da órbita lunar, a Lilith são associados sentimentos de falta, de perda, de ausência, de frustração, de coisas inexplicáveis ou insatisfatórias, que precisam ser melhor compreendidas - sempre no contexto do signo, casa, aspectos (com órbitas da ordem de 3º) e movimento, se direto ou retrógrado. O sentimento de vazio pode se manifestar como desapego, algo de natureza impessoal, ou como furto e corrupção. A Lilith também são associadas as ações compulsivas, quase obrigatórias, como um carma do passado, que à semelhança do segundo foco da órbita lunar é pouco compreendido, por não ser visível. No mesmo sentido, sendo Lillith a Lua Negra, a ela é associado o lado sombrio e escabroso da personalidade - que pode eclipsar o racional. Finalmente, como apogeu lunar, tem sido vinculada ao clímax das situações.
A Lilith, no geral, são associados a libido, os poderes ocultos ou não visíveis, o inconsciente e o subconsciente, assim como os movimentos de libertação da mulher - tudo concordando, de certa forma, com características e atributos de Lilith (ou das Liliths) de diferentes mitologias e religiões.
Em cartas de nações e de empresas, os significados de Lilith se adaptam ao coletivo. Por ter natureza próxima à de Plutão - regente de Escorpião, signo de Água, ligado ao emocional, Lilith possivelmente esteja melhor nos signos de Água, e pior nos signos opostos, de Terra. Seu ciclo zodiacal é pouco menor que nove anos.
Talvez, devido à insustentável Lilith de Sepharial, Lilith tem sido pouco considerada pela maioria dos astrólogos, diferentemente dos Nodos Lunares, que estão presentes em quase todas as cartas astrológicas. Mas, por sua importância, cada vez mais reconhecida, é possível que a descoberta de Lilith venha a ser incluída entre os fatos marcantes que ocorreram na época do descobrimento de Plutão.

01/09/2012

O Mito de Lilith



O que é Lilith?

Escrito por Josylene Sousa
A Lilith (ou Lua Negra) é um ponto astronômico correspondente ao grau do apogeu¹ da órbita lunar projetado na eclíptica zodiacal.

O Mito
O modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão baseia-se no de um fragmento do ‘primeiro ego’, que seria Adão. Vários textos históricos², no entanto, citam uma variante, a criação de Lilith, a primeira mulher, feita em igualdade de condições com o primeiro homem, e expulsa do Paraíso por tentar fazer valer essa igualdade.
Não se sabe com certeza de que forma a lenda de Lilith, esta primeira companheira de Adão, foi banida da versão Bíblica da Igreja. Mas indo às Escrituras hebraicas poderemos encontrá-la como uma mulher feita de pó negro e excrementos, portanto, condenada a ser inferior ao homem. No fundo, Lilith já fora criada como um demônio, tendo gerado, juntamente com Adão, outros seres iguais a ela, que se vingam contra a humanidade . Essa natureza satânica é, por assim dizer, uma advertência do que a cultura rabínica e patriarcal nos faz com relação àquela que perturbou a noite toda o sono de Adão: Lilith, feita de sangue (menstruação) e saliva (desejo), é expressão de fatalidade. Neste ponto, Lilith é mais fiel ao protótipo da mulher do que a submissa Eva, embora ambas tenham sido veículo do pecado. Só que a recusa ao desejo, ao sonho erótico que subtraiu a porção divina de Adão chega, com Lilith, a extremos surpreendentes após a separação deste casal.
O alfabeto Bem Sirá (século VI ou VII) conta que Lilith, inconformada com a situação de desigualdade vivida com Adão, questiona: “Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que ser dominada por você? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.” E Adão, ciente da supremacia do homem, nega-se a mudar a ordem. Lilith revolta-se, pronuncia o nome mágico de Deus, acusa Adão e vai embora. Voa para as margens do Mar Vermelho, onde passa a viver em promiscuidade com os diabos, gerando cem demônios por dia, os chamados Lillim. E lá ela se transforma e assume seu tenebroso destino, seduzindo homens em seu sonho, espalhando a morte, pois foi declarada guerra ao Pai.
Encarnando o feminino negativo, Lilith transfigura-se, posteriormente, em inúmeras deusas lunares (Ihstar, Astarte, Isis, Cibele, Hécate), arquétipos das forças incontroláveis do submundo – a Lua Negra. Até ser personificada pela bruxa, na Idade Média, contra a qual o homem moveu uma das mais sangrentas perseguições de toda a sua história.
Mas existem muitas outras histórias sobre Lilith. Dizem que ela significa a outra ou o outro num triângulo amoroso. Para os assírios, era considerada um demônio. Alguns estudiosos dizem que ela era a mulher de Samuel, da qual surgiram as imagens de Adão e Eva. No Zohar também é assimilada como a rainha dos demônios que incitava os homens. Na Kabala, pode corresponder ao 10º sefiroh, Malkuth, que reina no submundo e na escuridão, incapaz de contatar com Deus, sempre sujeita a tentações e frustrações.

O que ela mostra em um mapa?
Todos nós temos Lilith no mapa e ela parece estar ligada a ‘frustração’. A casa ou signo onde ela se encontra corresponde a área de experiência (casa) ou qualidade arquetípica ( signo) em relação a qual o indivíduo vive com um sentimento inexplicável e constante de expectativa e insatisfação, mesmo que a experiência simbolizada por aquela casa ou signo esteja sendo realizada satisfatoriamente.
Mas nada é definitivo, e nunca é tarde para aprender. A falta de harmonia que Lilith traz também tem um propósito: o desapego e a impessoalidade. É onde você pode usar a sua força mágica de maneira impessoal, tornando-se criativo, descobrindo seus próprios recursos e talentos, ao invés de outros substitutos para isto.
A casa onde Lilith se encontra deve ser aquela em que a pessoa precisa aprender a se desapegar, a ser impessoal, porque em uma outra existência ela deu muita importância àquilo, viveu aquele assunto com grande excesso.

31/08/2012

Lilith, La Olvidada.


En sumerio, Lilith significa VIENTO. Fue DON NEROMAN, anteriormente llamado DON NECROMAN, un ingeniero francés, quien en el año 1930, comenzó a utilizar el nombre de Lilith para la Luna Negra. Hubo un Lilith masculino, de origen mesopotámico, llamado LILUT el cual era un demonio que calentaba la sangre de las mujeres para inclinarlas a la lascivia, durante el sueño. Lilith tiene avatares:
LAMIA: Los antiguos decían que era una vampiresa que robaba niños pequeños para beber su sangre. Fue amante de Zeus y Hera en venganza la deformó y mató a su vástago. Por eso, Lamia envidiaba a las madres y les robaba sus criaturas. Otro avatar es SILA, hija de Lamia, la diosa KALI y hay más...
Lilith nos impulsa a salir de nuestra condición. Sobre ella se proyectan los miedos humanos, todo lo que asusta al hombre. Existe allá donde la proyectamos, toma la forma de los peligros que encarna. Es la gran enemiga de los niños, es el límite del otro mundo, Cuando sale del paraíso, grita el nombre de Dios y sube al aire y con esto se expresa algo muy masculino y solar, además de gran aspíración intelectual.
No da salidas, es devoradora, ambigua en sus expresiones y la mejor manera de luchar contra ella, es a través del AMOR. Lilith busca la IGUALDAD. (Taller con Marlène el 14-12-1996).
En las Jornadas de Madrid, Joëlle dijo que Lilith es ambivalente en las sensacionen que produce. Que es andrógina, que es “esa mujer que todo hombre tiene guardada en algún rincón de su cerebro”.
La desesperación es típica de Lilith.
·         ANDREA LUCA, en su libro EL DON DE LILITH, dice que es transgresora, ciega, sorda y muda, que es la percepción en el silencio, la introspección.
·         Nuria Moltó, astróloga balear, opinó que los hombres enfatizan menos a Lilith.
·         Amalia Ramírez opinó que Lilith es toma de conciencia tras la desesperación, a través del suicidio o la transgresión.
·         José Luis de Pablos ve a Lilith como el reto de los opuestos: el bien y el mal, yo o los otros...
Lilith es PUNTO DE DESEO y funciona mucho con la seducción y sucede que allá donde caiga, es donde el deseo nos puede, nos hace perder el control, sea en temas de tipo sexual o no. Y nos muestra la manera en que operamos desde dentro cuando queremos conseguir algo. Lilith nos enseña muestro lado más oscuro, es la personificación de la lujuria, la enemiga de los niños y hace daño de noche. Pudo haber sido concebida a través de las emisiones de semen de Adán, realizadas mientras dormía, al caer a tierra. Su origen está en la mitología babilonica o asiria y su nombre significa: Ella de la Noche. Daniel Zuluaga, interpreta la sexualidad en las cartas natales, en tres sentidos básicos:
1: El acto sexual físico en Casa 5
2: El acto sexual psicológico en Casa 8
3: El acto sexual como forma de satisfacer aberraciones (sadismo-masoquismo), se ve en Lilith.
Dependiendo de la casa, el signo y los aspectos que tiene, podemos ver:
·         Si a la persona le gusta obtener placer al sufrir ella misma o ver sufrir a otra persona.
·         El tipo de sufrimiento físico o psicológico etc, que se aplica o se busca aplicar a sí mismo o a los demás.
DANIEL DANCOURT matiza que Lilith muestra una tendencia sexual desde un ángulo oscuro, oculto, muchas veces profundamente enterrado en nuestro inconsciente y ni siquiera el propio individuo tiene un indicio de “deseos extraños”, hasta que un tránsito o progresión se lo despierta. Los tránsitos a Lilith explican situaciones raras o esporádicas que se nos pueden presentar y que a lo mejor no viene explicado por ningún otro aspecto.
Cito como ejemplos: Lilith en XII puede ser indicativo de HOMOSEXUALIDAD (sexualidad que se tiene que esconder). En la VI puede representar que se vive la sexualidad como un SERVICIO 0 DEBER y pueden surgir enfermedades venéreas, e incluso frigidez. En la I puede inclinar al exhibicionismo, en la II a la prostitución tanto a practicarla como a pagarla, en la VII el sexo se considera únicamente tras el matrimonio, en la VIII hay fuerte sexualidad, quizá bisexualidad, sexualidad rara... en la XI puede apetecer amor en grupo. En las otras casas, no hay nada especial.

30/08/2012

Lilith: A Lua Negra

Além de uma deusa proscrita como a conhecemos, representa a cisão do feminino, tanto a nível individual como coletivo, onde a liberdade, o instinto e a expansão da consciência devem submeter-se à dominação e aos tabus vigentes. Sendo assim, tais buscas de evolução- naturais e atávicas- no campo da experiência humana, acabaram por ser reprimidas com violência, restando apenas a tais conteúdos a opção de atuarem nas sobras do inconsciente. A Lua Negra ou Lilith aparece em vários mitos, o mais conhecido, sem dúvida, é o judaico, que a coloca como a primeira mulher de Adão. Segundo consta nasceu do mesmo material que seu companheiro; o pó da terra, sendo assim, sua igual.
Reclamou então seus direitos, afirmando serem os mesmos que os do parceiro, negando, desta forma, a supremacia masculina e recusando-se ainda aos papéis mais convencionais e submissos, como ficar sob o parceiro durante o ato sexual e maternidade. Foi assim que a deusa proferiu o inefável nome de Deus e fugiu do paraíso.
Do ponto de vista da Astrologia, a Lua Negra não é um astro, mas um dos pontos fictícios numa carta natal. Esta é a razão pela qual existe uma divisão entre os astrólogos em relação à mesma. Lilith também poderia ser um asteróide que recebeu o número 1181. Seu hieróglifo é representado por uma foice interceptada, ou ainda por dois crescentes lunares, formando um sol central com um ponto no meio: o olho do unicórnio, lugar metafísico por excelência.
Os adeptos da astrologia influencial, aquela entendida como ciência baseada na influência dos astros, não dão nenhuma importância a Lua Negra, por tratar-se apenas de um ponto fictício e não dão de um corpo celeste. No entanto os astrólogos tradicionais, sensíveis ao sistema complexo e coerente estabelecido por nossos antepassados, cujo princípio está baseado nas analogias e coincidências entre certos fenômenos celestes e terrestres naturais, revelam sua importância no mapa astral.

29/08/2012

Lilith: A Deusa Proscrita


Além de uma deusa proscrita como a conhecemos, representa a cisão do feminino, tanto a nível individual como coletivo, onde a liberdade, o instinto e a expansão da consciência devem submeter-se à dominação e aos tabus vigentes. Sendo assim, tais buscas de evolução- naturais e atávicas- no campo da experiência humana, acabaram por ser reprimidas com violência, restando apenas a tais conteúdos a opção de atuarem nas sobras do inconsciente. A Lua Negra ou Lilith aparece em vários mitos, o mais conhecido, sem dúvida, é o judaico, que a coloca como a primeira mulher de Adão. Segundo consta nasceu do mesmo material que seu companheiro; o pó da terra, sendo assim, sua igual.

Reclamou então seus direitos, afirmando serem os mesmos que os do parceiro, negando, desta forma, a supremacia masculina e recusando-se ainda aos papéis mais convencionais e submissos, como ficar sob o parceiro durante o ato sexual e maternidade. Foi assim que a deusa proferiu o inefável nome de Deus e fugiu do paraíso.

Do ponto de vista da Astrologia, a Lua Negra não é um astro, mas um dos pontos fictícios numa carta natal. Esta é a razão pela qual existe uma divisão entre os astrólogos em relação a mesma. Lilith também poderia ser um asteroide que recebeu o número 1181. Seu hieróglifo é representado por uma foice interceptada, ou ainda por dois crescentes lunares, formando um sol central com um ponto no meio: o olho do unicórnio, lugar metafísico por excelência.

Os adeptos da astrologia influencial, aquela entendida como ciência baseada na influência dos astros, não dão nenhuma importância a Lua Negra, por tratar-se apenas de um ponto fictício e não dão de um corpo celeste. No entanto os astrólogos tradicionais, sensíveis ao sistema complexo e coerente estabelecido por nossos antepassados, cujo princípio está baseado nas analogias e coincidências entre certos fenômenos celestes e terrestres naturais, revelam sua importância no mapa astral.