Lua Negra

Também chamada Lilith, é um ponto fictício na trajetória orbital da Lua ao redor da Terra; mais praticamente, trata-se do segundo foco da órbita lunar (o outro foco é a Terra), cuja posição é sensivelmente a mesma do apogeu lunar (ponto em que a Lua está mais afastada da Terra). Esse ponto não é fixo, desloca-se aproximadamente 40o por ano. A Lua Negra é um ponto altamente metafísico em um mapa astral. É de interesse principal para aqueles que buscam uma dimensão esotérica em Astrologia. Simboliza o oculto, o inconsciente, a parte que as pessoas não reconhecem facilmente nelas, a “sombra” no sentido junguiano do termo. Onde a Lua Negra se encontra é um polo de lucidez absoluta, de luz, tão ofuscante, tão intensa, que se pode querer recusar vê-la. Em seus aspectos dissonantes indicará um corte, uma falta, uma recusa, um vazio, e sempre representará no mapa astral de uma pessoa influenciada por ela alguma coisa incômoda e fascinante para os outros. (AUBIER, 1992, p. 256).

28/08/2012

Lilith - O mito e as atribuições simbólicas


Existem referências muito antigas a uma entidade feminina de nome Lilu, Lilitu ou Lilake na mitologia da Mesopotâmia. Demônio que merecia esconjuros e rezas de proteção, essa entidade também era relacionada a uma deusa suméria de nome Lulu, que significa libertinagem.
Portanto, Lilith tem em sua origem o sentido de ser um demônio que excita a luxúria, que domina a noite com sua sensualidade destrutiva e descontrolada, que seduz e enlouquece os homens, rouba as crianças e traz a perdição. Ao longo do tempo a mitologia ligada a entidades femininas voluptuosas e destrutivas foi sendo incorporada a tradições religiosas monoteístas.
Lilith teria sido a primeira esposa de Adão, mais tarde substituída por Eva. Mesmo na tradição judaico-cristã, esta é a figura de uma mulher que ousou ter desejos e não aceitar as ordens de Adão, especialmente aquelas relativas a sexualidade. Expurgada e banida para o Mar Vermelho, Lilith permaneceu em seu reino de figuras vampirescas por longos séculos, habitada por toda a sorte de fantasmas, demônios e gênios malignos, femininos ou não.
A Lilith bíblica teria, na origem de sua palavra, o significado de Layl, ou Laylah, que quer dizer noite: ela é mais uma vez denominada espírito noturno. Roberto Sicuteri, um estudioso do tema de Lilith, informa, em sua obra Lilith, a Lua negra, que Lilith-Lilitu-Lulu é a variável do demoníaco na área hebraica do Oriente Médio, expressão da paixão turva da sexualidade desenfreada que pode insidiar e submeter o homem.
Há diversas representações dessa deusa noturna, a endiabrada Lilith, que ameaçava a paz dos homens. Nas antigas esculturas e gravações em pedra surge uma mulher corpulenta, de seios fartos e boca sensual, cuja energia agressiva está presente com uma profunda vibração. As pernas femininas se transformam em presas animais. Patas de animais, como garras feias de abutre, surgem no lugar dos dedos.
Com a expressão sorridente e provocativa e cabelos que se transformam em serpentes, Lilith também apresenta asas. Ao seu lado, figuras lunares: dois cães e duas corujas. Na mitologia grega, encontraremos algumas divindades que recuperam ou fazem alusão a estas formas de Lilith, como por exemplo Hécate, a Lua Negra, com seu séquito de cães, e mesmo Palas Atena, que tem como símbolo a coruja, desta vez significando uma sabedoria feminina que foi domesticada e posta a serviço dos negócios públicos, da cidade e dos homens.
Algumas representações de Lilith também a fazem segurar o símbolo do signo da Balança, talvez como um sinal de que ela desestabiliza relacionamentos, ao mesmo tempo em que tem poder sobre eles. E por que Lilith é a representação da Lua Negra? Em primeiro lugar, porque domina a noite, é o espírito da noite, esse espírito feminino maligno que ameaçava especialmente as mulheres, as crianças e os recém-casados. É a Lua enquanto regente da infância, como simbolismo da emoção, que varia e pode desequilibrar os recém-noivos. Em algumas fontes antigas, especialmente ligadas ao judaísmo, Lilith tem a conotação da sensualidade perigosa. Aconselhava-se aos homens que nunca dormissem sozinhos em uma casa, para não serem pegos por ela. A imaginação popular antiga dizia também que Lilith jamais ficava em paz, parada em um lugar. A deusa nunca tem repouso, sempre dedicada a desafogar sua fúria contra Deus e os homens, como revela o astrólogo italiano R. Sicuteri, em obra já mencionada.


Atribuições simbólicas na astrologia

Na astrologia existem várias Liliths. Uma delas é um asteróide descoberto em 1181 que demora cinco anos para percorrer todos os signos. Em 1897, o astrônomo alemão George Waltemath documentou pela primeira vez o que chamou de Lua Escura, um corpo não-refletivo que orbita a Terra a cada 119 dias. O astrólogo inglês Sepharial deu-lhe o nome de Lilith, mas nem todos o utilizam.
Mas a mais importante das Liliths é a Lilith como Lua Negra ou Lulu, que na realidade é um ponto determinado matematicamente no trajeto da órbita lunar. É o apogeu lunar, o ponto mais longínquo da Lua quando vista da Terra. A Lua Negra (denominação norte-americana) ou Lulu (denominação do Colégio Astrológico da França) demora nove anos para transitar todos os signos.
A astróloga norte-americana Demetra George descreve o simbolismo de Lilith como o de uma deusa noturna que controla e doma os animais selvagens e que representa o princípio da ira reprimida e da resolução de conflitos. Oriunda da mitologia sumeriana, pois fazia parte do séquito de Inana, a deusa todo-poderosa dos babilônios, Lilith se torna – como falamos – o símbolo do medo masculino de sua potência e de sua sexualidade.
Segundo Demetra, Lilith une-se, enquanto símbolo, a um outro asteróide de conotação masculina, Toro. Ambos carregam conteúdos de poder sexual pessoal e ira reprimida. Nas relações humanas, Lilith e Toro representariam um par que simboliza ou o abandono e a rejeição ou a disposição para uma negociação habilidosa e para o compromisso.
Quando reprimida, a energia de Lilith transforma-se em dominação e violência, manipulação e destruição. No lado luminoso do simbolismo da deusa destacam-se a arte do consenso e a transformação positiva dos relacionamentos


No mapa astral


27/08/2012

O Simbolismo Astrológico da Lua Negra

Ponto vulnerável no mapa, uma sensibilidade ou fraqueza maior, que quando bem aplicada pode ser um ponto forte. Seu símbolo está ligado ao nosso lado mais instintivo, cruel, pornográfico, à sensualidade pelo pior lado. Os conteúdos psíquicos simbolizados por ela são muitas vezes interpretados como raiz da libido. A lua exerce uma influência no inconsciente, nos sonhos, sono, memória, nas emoções e nas reações espontâneas. Também de poderes paranormais, inclinação para bruxaria, mediunidade, etc...
De qualquer maneira, é uma potencialidade simbólica e inconsciente. Segundo o astrólogo Hermínio Amorim, Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite, criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas para Adão. Ali começou a eterna divergência entre o masculino e o feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem. Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela inquisição. De acordo com o astrólogo foi a partir de 1914, quando Lilith apareceu sob a influência de Plutão, que fez uma órbita longa até 1938, que as mulheres começaram os movimentos de libertação. Antes, Lilith aparecia sob a influência do signo de Câncer. Atualmente as mulheres vivem melhor sua sexualidade, sem culpa, e sem medo de serem acusadas de bruxas, como antes. Lilith no mapa parece estar ligada a frustração. Onde se encontra corresponde a área de experiência (casa) ou qualidade arquetípica (signo) em relação à qual a pessoa vive com um sentimento inexplicável e constante de expectativa e insatisfação, mesmo que a experiência simbolizada por aquela casa ou signo esteja sendo realizada de forma satisfatória. A casa onde se encontra é onde a pessoa precisa aprender a se desapegar, a ser impessoal, pois em outra existência deu muita importância aquilo, viveu aquele assunto com grande excesso. Mas a falta de harmonia que Lilith traz também tem um propósito: a impessoalidade e o desapego. Com a Lua Negra, abordamos as zonas mais escuras, mais inacessíveis do ser, as mesmas bases de sua personalidade, a parte sombria que temos e da qual não podemos escapar. Esta lua fictícia é chamada de “negra” porque absorve tudo. Nada pode resistir à sua ação. Com efeito, o negro, que sabemos que não é uma cor, simboliza tanto o vazio absoluto, o nada, a obscuridade total, como o excesso e a densidade máxima. Se falarmos de um vazio, temos que ocupá-lo com urgência, sob o risco de sermos absorvidos e precipitados em sua direção.

26/08/2012

A Lua Negra


Da mesma forma que acontece com os Nodos lunares, a Lua Negra não é um astro, razão pela qual existe uma divisão de opiniões entre astrólogos em relação à mesma, pois ela trata-se apenas de um ponto fictício e não de um corpo celeste. Entretanto, os astrólogos tradicionais, sensíveis ao sistema complexo e coerente estabelecido por nossos ancestrais, revelam sua importância no mapa astral. É importante ressaltar que os astrólogos estão de acordo em levar em consideração outros pontos fictícios, aos que davam grande importância. Trata-se das 12 Casas, às quais são atribuídas qualidades originais, embora também não sejam astros.
Veremos a partir de agora, o papel essencial que a Lua Negra desempenha na interpretação do mapa astral e, comprovaremos que nossos antepassados já a compreendiam perfeitamente, e portanto antecipando, as pesquisas dos nossos psicanalistas modernos, sem tê-las codificado nem enunciado.


A Lua Negra (Lilith) e a Mitologia...
Na mitologia hebraica Lilith foi a primeira mulher criada por Deus para fazer companhia a Adão, entretanto ela rebelou-se e fugiu do Paraíso. Outros povos como os gregos, babilônios e hindus, também viam este caráter transgressor e maléfico em Lilith. Entre os gregos havia Hécate, as Harpias e as Sereias; entre os babilônios Allu, Adart-lilith; entre os egípcios Lilith é Ishtar. O certo é que Lilith é a representação mais antiga do feminino e da história de sua emancipação.
Tradicionalmente, o simbolismo de Lilith pertence ao arquétipo materno, especialmente em suas manifestações de Mãe Terrível. Em seu aspecto negativo, pode conotar qualquer coisa secreta, oculta, obscura, abismal e a entrada no Reino dos Mortos. É qualquer coisa que devore, seduza e envenene. Lilith aparece aqui como o polo oposto de qualquer tipo de mulher, que se deixa dominar por seus demônios interiores, que vagam no mundo da noite. À Lua Negra (ou Lilith), corresponde a um mundo crepuscular que habita uma dimensão desconhecida.
Na astrologia, a Lua Negra ou Lilith também representa este feminino básico e primitivo: ela é a mãe obscura de todos os homens e mulheres. Demônios, castração, vampirismo psicológico e todas as manifestações da Mãe Terrível, associadas aos aspectos malignos de Lilith são parte ativa no psique de todos nós. A Lua Negra é a representante astronômico-astrológica de tudo isso, pertencente ao mundo da obscuridade com toda a sua aterradora ambivalência. Portanto, sabedores de todas estas informações, forçosamente somos chamados a nos questionar e avaliar estes períodos. O trânsito da Lua Negra, que dá a volta no Zodíaco em 9 anos, anuncia sempre acontecimentos e tempos difíceis em nossas vidas.

 

A Lua Negra no Mapa Astral
Através da LUA NEGRA, abordamos as zonas mais obscuras, mais inacessíveis do ser, a parte sombria que temos e da qual não podemos escapar. A partir disso, dá para compreender o por que dos astrólogos ocultarem os valores e componentes da Lua Negra, pois ela transmite uma verdade nem tão boa, que perturba e transtorna as consciências adormecidas.
A Lua Negra, dependendo de sua posição no mapa astral, provoca crises, situações excessivas, transtornos psíquicos ou emocionais essenciais, revela as etapas últimas e inevitáveis que temos que administrar, as passagens obrigatórias, sem as quais a evolução não seria possível.
Podemos afirmar, então, que o lugar no mapa astral onde se encontra a Lua Negra corresponde a esta zona sombria e profunda do ser que tende absorvê-lo inteiramente. Em seu movimento elíptico em torno da Terra, a Lua forma um eixo. Seus dois extremos são chamados o PERIGEU (ponto de sua órbita mais afastado da Terra) e o APOGEU (ponto da órbita mais afastado da Terra).


Documento de Identidade da Lua negra
O perigeu da Lua não é fixo. Desloca-se 40 graus ao ano, aproximadamente. A partir deste movimento aparente do perigeu da Lua, calculamos o deslocamento da Lua Negra, cuja revolução zodiacal é realizada em 3.232 dias, isto é, quase 9 anos.

 

Identidade Astrológica da Lua Negra
Dependendo do signo do Zodíaco e da Casa onde se encontre, revelará uma tomada de consciência necessária e inevitável circunstâncias ou acontecimentos trazidos pela mão do destino até que aquela se atualize. Indica também uma busca do absoluto, da verdade, da autenticidade, uma sublimação lúcida, uma elevação da consciência, uma tendência a ir até o fim, uma recusa categórica ou uma extrema fascinação.



No mapa astral de um homem, sua posição nos informa sobre o que Carl Jung chamava de anima, que poderíamos definir como sua imagem da mulher ideal, porém ao mesmo tempo é o componente feminino de sua personalidade.
De maneira inversa, no mapa astral de uma mulher, dá indicações sobre seu animus, isto é, sobre a representação de seu homem ideal e o componente  masculino de sua personalidade.